Sindijufe - MT

Em ato público em Brasília, Servidores pressionam Aras a dar andamento às investigações e aos indiciamentos do presidente Bolsonaro pelos crimes tipificados na CPI da COVID no Senado

A situação está a cada dia pior para o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe de governo. Depois de uma derrota por 6×0 ontem (09) no Supremo Tribunal Federal (STF), referente ao maior e mais milionário instrumento de barganha do governo com o chamado orçamento secreto, considerado inconstitucional pelos ministros do Supremo, na manhã desta quarta-feira ele sofreu outro duro golpe.

Os Servidores Públicos presentes em Brasília fizeram uma caminhada até à sede da Procuradoria-Geral da República (a quem compete a análise dos pedidos de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro e de deputados, por exemplo),   exigindo que o Procurador-Geral , Augusto Aras, tire da gaveta o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid e promova o andamento do processo que pede o indiciamento do atual chefe do Executivo nos diversos crimes a ele atribuídos durante a pandemia do novo coronavírus.

“O arroz tá caro, o feijão tá caro, nós tamos na rua pra tirar o Bolsonaro”, assim cantavam os manifestantes durante o protesto. Após a caminhada até à PGR, os manifestantes fizeram um ato público em frente da entidade, exigindo a abertura das gavetas e do processo pelos crimes de Bolsonaro, tipificados pela CPI da Pandemia no Senado. “O país não merece outro engavetador. São mais de 600.000 mortes até o momento, que ainda não cessaram, em razão do negacionismo, da omissão e de outros crimes que Bolsonaro incorreu”, disse a diretora do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Estado de Mato Grosso (Sindijufe-MT) e coordenadora da  Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Pùblico da União (Fenajufe) Juscileide Rondon (a Jusci).

Expressando sua indignação com tudo que está acontecendo no País,  Jusci lembra que nesta pandemia o governo mostrou a sua face mais perversa. “Eles diziam que não podiam pagar nem mesmo um auxílio de R$ 250,00. Com muita luta, os parlamentares que representam o povo conseguiram o pagamento de R$ 600,00 que, no entanto, não chegou para todo mundo, diga-se de passagem. Muitos daqueles que precisavam não receberam esse dinheiro, e a gente precisa registrar essa questão”.

Outra questão, segundo Jusci, é que não se ouve falar em nenhuma boa iniciativa do atual governo. “Agora vem com essa história de pagar o auxílio de R$ 600,00 ou de R$ 400,00 seja lá o que eles pretendem dar, pra dizer que precisam ajudar o povo e a economia. Isso é uma mentira deslavada. Mentira, mentira, mentira! Porque o que eles querem é, sim, fazer a destruição do estado brasileiro, acabar com os entes federativos e subalternizar o estado ao poder econômico que impera no Brasil”.

“Nós Servidores Públicos, que sabemos da luta para manter esse serviço público e para garantir um serviço de ponta, muitas vezes colocando até o nosso dinheiro para poder garantir, por exemplo, um remédio para quem está na saúde, um band aid, um giz que não tem na escola, um lápis para um aluno, nos sábemos o quotidiano do serviço público, e a conversa fiada que a gente ouve o tempo todo dentro dessa casa (a Câmara Federal) só demonstra o descaso com o povo brasileiro e a perversidade deste governo, que tem nos nossos estados o apoio das classes econômicas que são as que mais exploram os trabalhadores”.

“Nós  que atuamos na Justiça do Trabalho, sabemos bem a fila de trabalhadores que tem, em busca do reconhecimento do vínculo empregatício, pois nem mesmo a carteira de trabalho é assinada por esses empregadores. Então, companheiros, temos que fazer chegar à nossa cidade, após derrotarmos  a PEC 32, todo esse estado de coisa, fazer denúncias, ir pra rua, e impedir que esses canalhas se reelejam nas próximas eleições”.

Saiba mais

Há poucos dias, nove senadores que participaram da CPI da Pandemia — entre eles, o presidente, Omar Aziz (PSD-AM), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL) — entregaram  o relatório final da comissão ao procurador-geral da República, Augusto Aras. O relatório recomenda o indiciamento de 80 empresas e pessoas (entre elas, o presidente da República, Jair Bolsonaro). A partir de agora, as investigações e indiciamentos dependem da ação do Ministério Público.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), registrou que a CPI da Pandemia conseguiu se contrapor ao negacionismo do governo e trazer o debate político aos brasileiros. O senador destacou que a “CPI conseguiu mostrar ao Brasil, com a ajuda da sociedade organizada, que é possível as minorias se juntarem e se tornarem maioria”.

Omar também registrou que a CPI descobriu que o presidente Jair Bolsonaro, nunca teve a intenção de vacinar a população brasileira e disse que “não houve uma única palavra de acalento e solidariedade, pelo chefe maior da nação”, as mais 600 mil mortes causadas pela covid-19.

Luiz Perlato/SINDIJUFE-MT (com Agência Senado)

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