Sindijufe - MT

Desbancou Paris: veja lista das cidades mais caras do mundo para se viver

Vista geral de uma praia próxima ao Mar Mediterrâneo em Tel Aviv, Israel (1º de novembro de 2021)

Ascensão de Tel Aviv ao topo do ranking foi atribuída principalmente à valorização crescente da moeda de Israel CRÉDITO,REUTERS

Tel Aviv foi considerada a cidade mais cara do mundo para se viver, em um momento em que a inflação em alta e os problemas da cadeia de suprimentos elevam preços em todo o mundo.

A cidade israelense ficou em primeiro lugar pela primeira vez em um levantamento da Economist Intelligence Unit (EIU), braço de análise e pesquisa da revista britânica The Economist.

No ano passado, Tel Aviv estava em quinto lugar. Ao encabeçar a lista, empurrou Paris para a segunda posição, junto com Cingapura.

Damasco, na Síria, devastada pela guerra civil, foi considerada a mais barata do mundo.

A pesquisa compara os custos em dólares americanos de mais de 200 bens e serviços em 173 cidades.

Segundo a EIU, os dados coletados em agosto e setembro mostraram que, em média, os preços subiram 3,5% em termos de moeda corrente — a taxa de inflação mais rápida registrada nos últimos cinco anos.

Os transportes registraram os maiores aumentos de preços, com o custo do litro da gasolina aumentando 21%, em média, nas cidades estudadas.

A ascensão de Tel Aviv ao topo do ranking ‘Custo de Vida Mundial’ da EIU refletiu principalmente a valorização crescente da moeda de Israel, o shekel, em relação ao dólar. Os preços locais de cerca de 10% das mercadorias também aumentaram significativamente, sobretudo alimentos.

O levantamento descobriu que Tel Aviv era a segunda cidade mais cara em álcool e transporte, a quinta em itens de higiene pessoal e a sexta em lazer.

O prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai, alertou em uma entrevista ao jornal local Haaretz que o aumento dos preços dos imóveis — não incluídos nos cálculos da EIU — faz com que a cidade esteja caminhando para uma “explosão”.

“Tel Aviv ficará cada vez mais cara, assim como todo o país está ficando mais caro”, disse ele.

“O problema fundamental é que em Israel não há um centro metropolitano alternativo. Nos Estados Unidos, há Nova York, Chicago, Miami e assim por diante. No Reino Unido, há a Grande Londres, Manchester e Liverpool. Lá você pode se mudar para outra cidade se o custo de vida se tornar muito oneroso.”

No ano passado, Paris, Zurique e Hong Kong compartilharam o primeiro lugar no levantamento da EIU.

Zurique e Hong Kong ficaram em quarto e quinto lugar neste ano, seguidos por Nova York, Genebra, Copenhague, Los Angeles e Osaka.

Em um momento de desvalorização do real frente ao dólar, as três cidades brasileiras avaliadas no ranking – São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus – ficaram em posições de menor destaque. As duas primeiras empataram no 150° lugar, e Manaus ficou em 160°.

Teerã, a capital iraniana, foi a cidade que mais subiu posições no ranking, saltando da 79ª para a 29ª, uma vez que a reimposição das sanções econômicas dos EUA contra o Irã vêm causando escassez de produtos e aumento dos preços.

Em contrapartida, Roma foi a que mais caiu, passando da 32ª para a 48ª posição, “com um declínio particularmente acentuado em sua cesta de compras e categorias de roupas”.

Segundo a EIU, as cidades mais baratas do mundo estão no Oriente Médio, na África e nas partes mais pobres da Ásia.

Já o topo do ranking é ainda dominado por cidades europeias e desenvolvidas da Ásia, enquanto as americanas e chinesas permanecem com preços “relativamente moderados”.

“No entanto, as incertezas do ano passado fazem com que não haja um padrão regional claro para movimentos no ranking”, ressalva.

A EIU disse que o levantamento continua sensível às mudanças provocadas pela pandemia do coronavírus.

“Embora a maioria das economias esteja agora se recuperando com a oferta das vacinas contra a covid-19, as principais cidades do mundo ainda experimentam surtos de casos, levando a novas restrições sociais. Em muitas cidades, isso interrompeu o fornecimento de bens, levando à escassez e a preços mais altos.”

“A flutuação da demanda do consumidor também influenciou os hábitos de compra, enquanto a confiança do investidor afetou as moedas, alimentando ainda mais os aumentos de preços”, acrescentou.

A expectativa, segundo a EIU, é que o custo de vida aumente ainda mais em muitas cidades em 2022, enquanto as expectativas inflacionárias devem “contribuir para aumentos salariais, alimentando ainda mais os aumentos dos preços”.

“No entanto, à medida que bancos centrais aumentam cautelosamente as taxas de juros para conter a inflação, os aumentos de preços devem abrandar a partir do nível deste ano. Projetamos que a inflação global de preços ao consumidor atinja em média 4,3% em 2022, ante 5,1% em 2021, mas ainda substancialmente mais alta do que nos últimos anos. Se as interrupções da cadeia de abastecimento sejam atenuadas e lockdowns, amenizados, conforme o esperado, a situação deve melhorar até o final de 2022, estabilizando o custo de moradia na maioria das grandes cidades”.

line

As cinco cidades mais caras do mundo

  • 1 Tel Aviv
  • 2 Paris e Cingapura (juntas na 2ª posição)
  • 3 Zurique
  • 4 Hong Kong

As cinco cidades mais baratas

  • 1 Damasco
  • 2 Trípoli
  • 3 Tashkent
  • 4 Túnis
  • 5 Almaty

Fonte: EIU

BBC Brasil

A classificação ainda traz a cidade mais barata do mundo, a cidade que teve maior queda no ranking e a que tem a gasolina mais cara

Helena Dornelas*

 Tel Aviv, em Israel, é a cidade mais cara do mundo para se viver -  (crédito:  AFP)

Tel Aviv, em Israel, é a cidade mais cara do mundo para se viver – (crédito: AFP)

Segundo um estudo anual da ‘The Economist’, Tel Aviv, em Israel, é a cidade mais cara do mundo para se viver. A cidade subiu do quinto lugar no ano passado para o topo do relatório “Worldwide Cost of Living 2021” pela primeira vez.

Paris, passou para o segundo lugar, empatada com Singapura, Zurique e Hong Kong que completam as cinco primeiras posições do ranking. Em sexto lugar está a cidade americana mais cara, Nova York.

O estudo aponta que o aumento de posições da cidade israelense é um reflexo da “vitalidade da moeda israelense, o shequel, perante o dólar, já que o indício toma como base comparativa os preços em Nova York”.

Em um comunicado, Upasana Dutt, chefe do relatório da EIU, disse: “Embora a maioria das economias em todo o mundo esteja agora se recuperando com as vacinas contra covid-19, muitas cidades importantes ainda estão tendo picos de casos, levando a restrições sociais. Isso interrompeu o fornecimento de bens, levando à escassez e preços mais altos”

No ano passado, a lista era liderada por Paris, Zurique e Hong Kong, as três na primeira posição.

 A picture taken on December 1, 2021, shows a general view of Israel's Mediterranean coastal city of Tel Aviv. A cost of living study by the Economist Intelligencer Unit has named Tel AViv as the most expensive city in the world. (Photo by MENAHEM KAHANA / AFP)        Caption

A picture taken on December 1, 2021, shows a general view of Israel’s Mediterranean coastal city of Tel Aviv. A cost of living study by the Economist Intelligencer Unit has named Tel AViv as the most expensive city in the world. (Photo by MENAHEM KAHANA / AFP) Caption (foto: AFP)

O estudo traz outras importante informações:

  • A capital italiana, Roma, teve a maior queda do ranking, saiu da 32º para o 48º lugar.
  • Após os EUA voltaram a impor sanções contra o Irã, Teerã passou do 79º para o 29º.
  • Damasco, a capital síria, é novamente a cidade mais barata do mundo.
  • A gasolina em Hong Kong é a mais cara do mundo, o litro custa em média US$ 2,50.

Correio Braziliense

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisa

Pesquisar

Acesso restristo

Área Restrita

Seja membro

Filie-se

Categoria