O prefeito afastado Emanuel Pinheiro: suspeita de esquema
DA REDAÇÃO
As investigações do MPE e da Polícia Civil que culminaram no afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), na manhã desta terça-feira (19), revelaram o tamanho do cabide de empregos de apaniguados em que se transformou a Secretaria de Saúde de Cuiabá.
Segundo a denúncia, milhares de cargos temporários são usados para acomodar aliados e pagar compromissos políticos de Emanuel, num esquema cujo prejuízo, segundo o MPE, é de R$ 16 milhões.
Para se ter idéia do absurdo e da falta de respeito ao patrimônio público, em setembro deste ano, o Portal Transparência da própria Prefeitura indicava nada menos que 6.696 contratados na Secretaria de Saúde.
Destes, 3.565 (ou 53,23%) eram contratos temporários – considerando mais a ECS, esse número salta para impressionantes 5.360 temporários. (Leia mais após o anúncio abaixo)
Somando os servidores da Saúde, com os 1.827 cargos da Empresa Cuiabana de Saúde (ECS), esse número salta para 8.523 contratados.
Na decisão que decretou o afastamento de Emanuel, o desembargador Luiz Ferreira da Silva, do TJ-MT, faz uma comparação impactante: todo o Poder Judiciário de Mato Grosso, com 79 comarcas, emprega 4.579 servidores.
Veja trecho da decisão que cita a comparação:
Midia News

