Sindijufe - MT

Sindijufe-MT deseja a todas as Servidoras do Judiciário Federal um 8 de março com mais atitudes em defesa da mulher

O Dia Internacional da Mulher é oficialmente comemorado desde 1975, quando foi instituída pelas Nações Unidas em meio à luta por mais direitos no século XX, principalmente por melhores condições sociais. Mas 8 de março não é feriado no Brasil, porque não é um dia de festa. É importante destacar que hoje no País não se luta apenas por igualdade de direitos com os homens, mas também contra o feminicídio e a discriminação racial.

Paridade de direitos

A igualdade de direitos e de gênero sempre foram pautas de atuação do Sindijufe-MT e da Fenajufe. Nos últimos congressos da Categoria, os direitos da mulher foram destaque na pauta, com avanços pela paridade de gênero nos cargos de direção da federação e  a orientação para utilização dos mesmos critérios na escolha para participação em atividades realizadas e promovidas nos sindicatos de base.

Desde o início do século XX , as mulheres escolheram o dia 8 de março como a data para celebrar e reforçar a luta pelos seus direitos, com intuito de evidenciar para toda a sociedade as desigualdades de gênero ainda presentes e as diversas formas de violência contra todas as mulheres.

Feminicídio

Quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia no Brasil em 2023, maior patamar já registrado. Ao todo, mais de 10,5 mil mulheres já foram vítimas de feminicídio deste 2015, aponta o levantamento. A informação vem à tona na véspera do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

Em Mato Grosso, tiveram pelo menos dois casos de repercussão nacional. Em agosto, uma advogada foi brutalmente assassinada e seu corpo foi encontrado, no fim de uma tarde de domingo, nas imediações do Parque das Águas, em Cuiabá. O suspeito foi identificado e é ex-policial militar.

No dia 24 de novembro foi registrada outra enorme tragédia. Uma mãe e três filhas foram encontradas mortas dentro de uma casa, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. O suposto autor dos crimes, já preso, foi identificado como um pedreiro que trabalhava nas imediações onde a família residia. Sobrou apenas o marido e pai das três garotas brutalmente assassinadas.

Racismo e exclusão social

Além do feminicídio, as mulheres também lutam contra o racismo. As mulheres negras são vítimas em potencial da violência em suas diferentes formas . Segundo especialistas em ciências políticas e sociais, existe no País um processo de exclusão econômica, que provoca exclusão social e faz com que a violência se fortaleça.

“É difícil alguém ter coragem de atirar em um engravatado ou atirar em alguém que está em um carro de luxo, por exemplo, ao passo que, quando trata-se de pessoas, que não encontram-se trajando vestes ou cujos cabelos e aparência não encontram-se conforme estabelecidos padorões, em geral ocorre menosprezo.  Quando você mata alguém, você estabelece uma relação de menosprezo.” A gente enxerga isso no feminicídio, na violência contra a criança e na violência contra o negro também. Foi o que disse um estudioso, em dezembro do ano passado, para um site de notícias da capital mato-grossense e as ocorrências de violências diárias estampadas nos jornais reafirmam essa fala.

É urgente a mudança nas ações humanas com relação ao tema, não apenas nas falas, mas nos comportamentos repetidos e nefastos à convivência humana entre semelhantes.
O Sindijufe acompanha com preocupação a escalada da violência contra as mulheres, especialmente no estado de Mato Grosso,  que sempre aparece nas primeiras posições no país, quando esse é o tema,  e, procura atuar de maneira que multipliquem-se as ações  que contribuam para que a violência contra as mulheres cesse.

Luiz Perlato – SINDIJUFE/MT

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