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Cinco anos depois, a vida de uma família transformada pelo zika vírus e a microcefalia

Em novembro de 2015, o Ministério da Saúde decretou epidemia do zika virus no Brasil. As mulheres grávidas eram a principal preocupação naquele momento

(Foto: Reprodução/BBC News Brasil)

BBC News Brasil – No dia 15 de novembro de 2015, o Ministério da Saúde decretou epidemia do zika virus no Brasil. Desde abril daquele ano, a alta no número de casos da doença em hospitais do país, em especial no Nordeste, fez com que médicos alertassem o governo. As mulheres grávidas eram a principal preocupação.

Naquele ano, a advogada Mila Mendonça, que vive em Salvador, teve a doença durante a gestação de seu segundo filho. “Tive a zika mas, como todo mundo, não dei atenção porque parecia mais uma gripe”, conta. “Quando eu falei para a obstetra, ela nem anotou no prontuário, ninguém ligava para a zika”, completa.

A gravidez correu bem até agosto de 2015, quando Mila e o pai do menino, o também advogado Rodrigo Gomes, descobriram que o filho tinha microcefalia decorrente da síndrome congênita do zika vírus. Os efeitos da infecção em fetos – cujo sistema nervoso central é comprometido pelo vírus – ainda não eram totalmente conhecidos.

Brasil 247

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