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GRITO DOS EXCLUÍDOS MOBILIZA CUIABÁ EM DEFESA DA DEMOCRACIA, SOBERANIA E DIREITOS SOCIAIS

No Dia da Independência, o centro da capital mato-grossense foi palco do 31º Grito dos Excluídos e Excluídas, uma das mais tradicionais manifestações populares do país. Com o lema “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de todo dia”, o ato reuniu movimentos sociais, sindicatos, lideranças religiosas e representantes políticos em defesa da justiça social, da democracia e da soberania nacional._*

A concentração teve início às 7h30, na Praça Cultural do Jardim Vitória, seguindo em caminhada até a Praça do Verdinho. O evento foi articulado pela Arquidiocese de Cuiabá, sob a liderança do arcebispo Dom Mário Antônio da Silva, que destacou a importância da mobilização como momento de reflexão coletiva e resistência em tempos de desafios sociais e políticos.

“O Grito dos Excluídos nos lembra que a verdadeira independência só se constrói com justiça social, participação popular e cuidado com a vida e com o planeta”, afirmou Dom Mário durante a abertura do ato.

Sindijufe-MT marca presença

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Mato Grosso (Sindijufe-MT) esteve presente na mobilização, reforçando seu compromisso com a defesa dos direitos da classe trabalhadora. A entidade foi representada pela coordenadora Juscileide Maria K. Rondon e pelo diretor Luís Cláudio, que participaram da caminhada e dialogaram com outras organizações sindicais e movimentos sociais.

Segundo Juscileide Rondon, a participação do Sindijufe-MT demonstra a união necessária entre diferentes setores da sociedade para enfrentar as desigualdades e fortalecer a democracia:

“O Grito dos excluídos acontece desde 1995, e é realizado todos os anos com temas que interessam aos brasileiros e brasileiras.
É um dia em que tratamos e denunciamos a necessidade de políticas públicas para as múltiplas demandas da sociedade brasileira, em todos os níveis de governo.

A necessidade do diálogo constante entre representados e representantes para que os interesses públicos sejam mediados e que o pacto democrático seja mantido, pela relevância dos contratos sociais em que o bem comum esteja acima dos benefícios próprios individuais ou de grupos é vital para a sociedade e aqueles que foram eleitos precisam entender isso, sob pena de transformarem em circo a relevante missão de bem representar os interesses da cidadania.

O Sindijufe/ MT participou e participa das manifestações cujo interesse é o de melhorar a nossa casa comum e dar voz aos que dela precisam.

Feminicídios em alta: alerta de Edina Sampaio

Um dos momentos mais marcantes do ato foi o pronunciamento da deputada estadual Edina Sampaio (PT), que trouxe à tona a grave situação da violência contra a mulher em Mato Grosso. Ela destacou que, no primeiro semestre de 2025, o estado registrou alta de 38% nos casos de feminicídio, com 37 mulheres assassinadas pelo simples fato de serem mulheres.

“Estamos diante de uma realidade alarmante. O crescimento nos índices de feminicídio revela que o machismo estrutural ainda mata e que precisamos de políticas públicas urgentes para proteger a vida das mulheres. Esses números não são apenas estatísticas, são vidas ceifadas que exigem de nós ação e compromisso”, afirmou a parlamentar, emocionando os participantes.

*Soberania nacional em destaque*

O ato também contou com a participação do deputado estadual Valdir Barranco (PT) e da presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Rosa Neide, que reforçaram a importância da defesa da soberania do Brasil, tema central da mobilização deste ano.

Rosa Neide destacou que, em pleno Dia da Independência, é fundamental lembrar que um país soberano deve proteger e cuidar do seu povo:

“No dia da independência, nossa luta é pela verdadeira soberania. Um país soberano é aquele que sabe cuidar de seus filhos e filhas, garantindo dignidade, justiça social e políticas públicas que cheguem a todos. É isso que estamos defendendo aqui hoje”, afirmou a dirigente partidária.

O deputado Valdir Barranco também ressaltou que a luta pela soberania passa pelo fortalecimento da democracia e pela defesa de direitos, repudiando qualquer tentativa de golpe ou anistia aos responsáveis por atos antidemocráticos.

Pautas defendidas

O Grito dos Excluídos em Cuiabá apresentou uma série de reivindicações, que dialogam com as pautas nacionais e locais. Entre os destaques, estavam:

• Fim da escala 6×1, que impõe condições precárias de trabalho e afeta diretamente a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores;

• Valorização dos servidores públicos, com a cobrança da Revisão Geral Anual (RGA), cuja defasagem salarial acumulada em Mato Grosso já chega a 19,52%;

• Taxação das grandes fortunas e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil;

• Redução da jornada de trabalho, garantindo mais tempo para o convívio social e familiar;

• Defesa da soberania nacional, rejeitando interferências externas e políticas que fragilizem o país;

• Proteção ao meio ambiente e combate às mudanças climáticas, em referência ao conceito de “Casa Comum”;

• Repúdio a qualquer tentativa de anistia aos envolvidos em atos golpistas e violência política.

Além disso, o evento foi espaço de mobilização em torno do Plebiscito Popular, que busca envolver a sociedade em decisões sobre justiça tributária, condições de trabalho e proteção social.

Instituições participantes

O ato contou com a presença de diversas organizações e entidades representativas, incluindo:
• Arquidiocese de Cuiabá e comunidades ligadas à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil);

• CUT-MT (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso);

• Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso);

• Sindijufe-MT (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Mato Grosso);

• Movimentos populares, pastorais sociais e lideranças comunitárias de várias regiões do estado.

Movimento nacional

O 31º Grito dos Excluídos e Excluídas aconteceu simultaneamente em 25 estados e no Distrito Federal, consolidando-se como uma das maiores mobilizações populares do Brasil. Em todo o país, as manifestações reuniram milhares de pessoas em defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais.

Em São Paulo, por exemplo, a mobilização levou cerca de 30 mil pessoas às ruas, incluindo movimentos como o MST, sindicatos, representantes do governo federal e lideranças políticas nacionais.

Em Cuiabá, o ato foi marcado pela pluralidade de vozes e pela força simbólica das pautas apresentadas, reafirmando que a independência verdadeira só será alcançada com justiça social e participação popular.

Com forte presença de sindicatos, movimentos sociais, entidades religiosas e lideranças políticas, o Grito dos Excluídos em Cuiabá reforçou a luta por um Brasil soberano, democrático e justo, em que cuidar do país e de seu povo seja prioridade em todas as esferas de governo.

 

Texto: Assessoria de imprensa e Comunicação Sindijufe-MT

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