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PERFIL – Profissional bem sucedida, esposa realizada e mãe pra lá de feliz com suas gêmeas, ou como ela mesma define com seus dois “milagrinhos”. Assim é a servidora Maria Etiene Borges, diretora da Vara de Alto Araguaia, onde está há cinco anos e, segundo ela, região que tem um clima maravilhoso, já que está localizada serra à cima, cerca de 600 metros de altitude.
Maria Etiene ingressou no Tribunal em 2002, seu primeiro e até hoje único local de trabalho, exceção apenas no estágio da faculdade, que foi em outro órgão público. “Vim da universidade para cá e de uma família que já deixou seus rastros no judiciário trabalhista, pois minha mãe também é analista aposentada do TRT de Mato Grosso do Sul”, diz a servidora.
Inicialmente, Etiene foi lotada na 1ª Vara de Rondonópolis, por onde permaneceu por 10 anos. Depois disso, ficou cerca de quatro meses em Pontes e Lacerda e, em 2012, assumiu a diretoria da Vara de Alto Araguaia, unidade que tem como titular o juiz Juarez Portela.
Sua trajetória profissional coleciona conquistas. Mas sua maior realização, aquela que foi alcançada após anos de espera, muitos tratamentos, desapontamentos e muita fé foram suas duas filhas: Samara e Clarice. Elas vieram depois de oito tentativas de reprodução assistida, no método chamado de fertilização in vitro, a FIV. “Tenho endometriose severa, doença que causa infertilidade e que me levou a perder uma das trompas. Mas nem mesmo toda a dificuldade e as frustrações que vivi quando sofria os abortos ou quando os procedimento não surtiam o resultado esperado me fizeram desanimar, enfim, sou brasileira e não desisto nunca!”, brinca.
As meninas hoje estão com dois anos. Desde o nascimento das duas, Maria Etiene comemora e agradece a Deus pela chegada de suas princesas. “Para mim, elas são um milagre, meu dois milagres! Confesso que antes de tê-las pensei em adoção e fui atrás do trâmite, mas demorou tanto que quando saiu eu já tinha as bebês e então desisti, achei que três seriam demais. Até porque aos 40 anos e já na menopausa, que entrei precocemente, como consequência dos vários tratamentos a que fui submetida, achei que não teria fôlego para cuidar de três na mesma idade!”.
Agora, depois da realização do sonho da maternidade, Maria Etiene cultiva outros projetos, um deles é cursar o mestrado na área de gestão pública. “Quero me aperfeiçoar mais para contribuir da melhor forma possível com meu trabalho. Gosto muito do que faço”.
Outro projeto que a servidora tem em mente é o curso de gastronomia. Mas, para sua concretização, ela precisaria sair de Alto Araguaia. “Aí fica difícil. Daqui quero sair só se for para o nordeste, para onde tenho planos de retornar, como boa Piauiense que sou. Claro que, se for preciso ir para outra cidade de Mato Grosso, estarei à disposição, mas a vontade mesmo é, se for para sair de Alto Araguaia, partir para perto da minha família”, salientou.
Por falar em origens, Maria Etiene tinha isso em mente quando fez o concurso para o TRF da 1ª Região. “Pensava em ficar pelos estados do nordeste que estão sob jurisdição do Tribunal do meu concurso, porém quis o destino traçar planos diferentes para mim quando fui convocada para o TRT/MT. Eu e outros aprovados no certame. Assumi a vaga, temendo não ser empossada no TRF. Depois disso, deixei as coisas fluírem e fui colhendo os frutos que a vida me trouxe, como meu marido, filhas e tudo de bom que esta terra me trouxe. Agradeço por tudo, mas um dia, não tão breve, planejo retornar de mala e cuia para o meu estado!”, finaliza.
TRT Notícias