O desembargador do Tribunal Regional Federal da 23ª Região (TRT23) Nicanor Fávero, que infelizmente faleceu na madrugada de ontem em São Paulo, era atencioso e mantinha diálogo permanente com os Servidores do Tribunal. Nas ocasiões em que esteve diante dos Servidores, sempre procurou dialogar, era coerente com os postulados da Justiça em que atuou, se esforçando para o equilíbrio das relações laborais no interior desta mesma Justiça à qual dedicou a maior parte de sua vida.
Foi assim, por exemplo, em 2018, quando o TRT fechou as portas nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo por decisão unilateral da administração, mas determinou que os Servidores compensassem as horas não trabalhadas. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Estado de Mato Grosso (Sindijufe-MT) orientou a Categoria a não compensar as horas a até a solução do mérito do Mandado de Segurança, e, a pedido do Sindicato, a relatoria do agravo foi redesignada e o novo relator, na época, foi o desembargador Nicanor.
Em outra situação, já em 2020, no início da pandemia do coronavírus no País, o Desembargador e o Sindicato voltaram a se encontrar. Preocupado com a saúde dos Servidores e do público em geral, o SINDIJUFE-MT pediu reunião com as administrações dos três tribunais do Judiciário Federal para discutir sobre as medidas de prevenção, e o primeiro a se reunir com os diretores do Sindicato foi o desembargador Nicanor.
A preocupação do Sindicato era justificada, pois a covid-19 chegou com força avassaladora, contagiando até mesmo o desembargador Nicanor, que precisou se afastar do trabalho para tratamento de saúde em São Paulo.
Aos familiares e amigos do desembargador, as condolências e sentimentos de pesar do nosso Sindicato.