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Estudo mostra que 86% dos brasileiros têm cautela com futuro econômico

Apenas 6% da população brasileira guardou dinheiro durante a pandemia e se sente segura financeiramente, segundo a pesquisa

Pessoas caminham em meio a produtos expostos por camelôs no centro do Rio de Janeiro Pessoas caminham em meio a produtos expostos por camelôs no centro do Rio de Janeiro 01/09/2020REUTERS/Ricardo Moraes

Lucas Janone da CNN

no Rio de Janeiro

Quase nove em cada dez brasileiros afirmam ter cautela em relação à própria situação financeira atual e ao futuro econômico do país. Foi o que apontaram as pesquisas da empresa GfK e da NielsenlQ, divulgadas nesta segunda-feira (10).

Os estudos apontam que a cautela econômica no Brasil é 45% maior do que a média global. Segundo os dados, existe um recuo gradual na participação dos brasileiros mais pobres na economia do país.

A análise aponta que o consumo no país é sustentado majoritariamente pela população de alta renda, grupo menos afetado pelo coronavírus.

As pesquisas mostram que apenas 6% da população no Brasil guardou dinheiro durante a pandemia de Covid-19 e, consequentemente, sente-se segura financeiramente.

Outros 8% dizem que se enquadram em um cenário inalterado durante a crise sanitária, onde se mantiveram com o mesmo poder de compra. A outra parcela da população está cautelosa com a situação financeira pessoal.

“De forma geral, mais de 80% da população no Brasil é muito suscetível aos problemas domésticos e internacionais. Nós temos a pandemia, a guerra na Ucrânia agora, tudo isso vai minando o poder de compra dessas pessoas”, disse Jonathas Rosa, executivo da NielsenIQ.

O levantamento da GfK destaca que 56% das pessoas das classes altas adquiriram bens duráveis (TVs, refrigeradores, lavadoras) no período de outubro a dezembro de 2021.

Além da guerra na Ucrânia, economistas ouvidos pela CNN relatam ainda a instabilidade da economia brasileira no momento. Eles citam, por exemplo, a alta da inflação. Na última sexta-feira (8), o IPCA atingiu o maior patamar para o mês de março desde 1994.

O professor e economista do Ibmec, Christiano Arrigoni, explicou à CNN que os problemas econômicos são responsáveis pelo pior resultado do país, em comparação com os outros países.

“O mercado de trabalho no Brasil está pior que a média mundial, com uma menor e mais precária recuperação do emprego e maior desemprego. A inflação também subiu mais no Brasil do que na média mundial”, disse o professor.

“Os fatos fazem os trabalhadores ficarem mais preocupados com o futuro, pois há uma maior chance de perder o emprego e de ter a renda real reduzida pela inflação”, concluiu.

CNN

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