Durante a posse, Simone Tebet reiterou que os ministérios da Fazenda e do Planejamento conciliarão austeridade com prioridade social
05/01/2023 11:49, atualizado 05/01/2023 13:58

Hugo Barreto/Metrópoles
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), indicou, nesta quinta-feira (5/1), que o novo governo irá cuidar do orçamento com austeridade, mas conciliando com as necessidades sociais. Tebet também destacou a inflação como “maior problema da economia”, afetando as camadas mais pobres, deteriorando poder de compra e atrapalhando a criação de empregos.
“Nós vamos cuidar dos gastos públicos. Aí se verá o nosso lado firme, austero, mas conciliador. Conciliaremos as necessidades e prioridades estabelecidas por cada ministério, dentro de suas respectivas atribuições, com os recursos disponíveis”, disse a emedebista.
A fala ocorreu durante a cerimonia que a oficializou no comando da pasta, realizada pela manhã no Palácio do Planalto.
De acordo com a ministra, o “cobertor é curto” e por isso não há margem para desperdícios ou erros. “Definidas as prioridades por cada ministério, caberá ao Ministério do Planejamento, em decisão técnica e política com as demais pastas econômicas e com o presidente Lula, o papel de enquadrá-las dentro das possibilidades orçamentárias”, explicou.
Além disso, Simone Tebet declarou que compartilha da mesma visão ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a necessidade do cuidado permanente dos gastos e reiterou a necessidade de uma reforma tributária. “Precisamos aprovar urgentemente uma reforma tributária, para garantirmos menos tributos sobre o consumo, um sistema tributário menos regressivo, com simplificação e justiça tributária”, disse.
Simone ainda elogiou a escolha de Haddad por Bernard Appy como secretário especial para a reforma tributária. “No Ministério da Fazenda, essa reforma não poderia estar em melhores mãos que as de Bernard Appy. Essas mesmas mãos caminharão dadas com as nossas, dos técnicos do nosso ministério e dos demais ministérios afins, assim como do Congresso Nacional”, afirmou.
Inflação
No discurso, Tebet alertou sobre o impacto que a inflação causa aos mais pobres, afetando a criação de empregos.
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