Após aprovação expressiva no Senado, Cristiano Zanin teve nomeação publicada no Diário Oficial da União. Agora, resta a posse e o exercício
Por Redação RBA

Zanin ocupará o posto de ministro do Supremo até o dia 15 de novembro de 2050, ou seja, por 28 anos
São Paulo – O Diário Oficial da União amanheceu hoje (5) com a nomeação do advogado Cristiano Zanin Martins para seu novo cargo: ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de um dos três atos de investidura na carreira pública. Com a nomeação, o Poder Público convoca oficialmente Zanin para suas novas funções. As próximas etapas serão: posse e exercício. O prazo para a posse é de 30 dias e para o exercício 15 dias, de acordo com a Lei 8.112/90.
Zanin ocupará o posto de ministro do Supremo até o dia 15 de novembro de 2050, ou seja, por 28 anos. Isso porque sua aposentadoria compulsória ocorrerá aos 75 anos e ele tem, hoje, 47. Ele substituirá o ministro Ricardo Lewandowski, aposentado desde maio deste ano. Isso após a posse, que é o ato de investidura onde o servidor assina o termo e inicia sua jornada efetiva.
O responsável por sua indicação foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Então, como previsto na legislação, Zanin foi alvo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Então, ele contou com aprovação nesta comissão e também no Plenário da Casa, com votação expressiva em seu benefício: 58 votos a 18.
Cristiano Zanin
Zanin foi o ministro mais aprovado desde Luís Roberto Barroso, em 2013, que substituiu o jurista Ayres Britto. Dos atuais 11 ministros, apenas Barroso e Luiz Fux, ambos indicados por Dilma Rousseff (PT), contaram com votação maior.
Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Zanin é especialista em litígios estratégicos e decisivos, empresariais ou criminais, nacionais e transnacionais. Ele também atuou na defesa do presidente Lula nos processos da Operação Lava Jato.
Nesta experiência, tornou-se referência em assuntos sobre lawfare, que é o uso político do Judiciário para prejudicar politicamente adversários, tal como Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e outros juristas fizeram para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e prejudicar Lula.
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