Sindijufe - MT

Diagnóstico precoce do glaucoma reduz riscos de complicações; saiba os sintomas

Número de pessoas com a doença ocular relacionada à idade deve chegar a 95,4 milhões em 2030, diz OMS

OMS alerta que o envelhecimento da população vai afetar significativamente o número de indivíduos com doenças oculares OMS alerta que o envelhecimento da população vai afetar significativamente o número de indivíduos com doenças oculares FG Trade/Getty Images

Lucas Rocha da CNN

em São Paulo

No Brasil, a estimativa é de que mais de 35 milhões de pessoas tenham algum problema que cause dificuldade para enxergar. Entre esses casos, pelo menos 900 mil têm o diagnóstico de glaucoma, de acordo com o Ministério da Saúde.

A doença provoca o aumento da pressão interna do olho com alteração irregular no fluxo de sangue, que pode afetar a visão e levar à cegueira permanente.

Um relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019 apontou que cerca de 64 milhões de pessoas em todo o mundo tinham glaucoma na ocasião, sendo que 6,9 milhões de casos (10,9%) são resultado de formas graves da doença, como dificuldade de visão ao longe em grau moderado ou grave e cegueira.

Neste 26 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma alerta para a importância do diagnóstico precoce. A doença não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento contínuo.

Fatores de risco

O glaucoma ocorre quando a pressão elevada no interior do olho passa a danificar as fibras nervosas do nervo óptico com o passar dos anos. O médico oftalmologista Gustavo Bonfadini explica que a condição está associada à diminuição do escoamento de um líquido que circula continuamente no olho humano. A redução no fluxo leva a um acúmulo no órgão que provoca o aumento da pressão intraocular.

“Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de evitar a perda da visão. A melhor maneira de prevenir é consultar um médico oftalmologista”, diz Bonfadini.

Na maior parte dos casos, o glaucoma não tem uma causa definida. O médico oftalmologista Emerson Fernandes de Sousa e Castro, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, explica que, em geral, a doença se desenvolve a partir dos 40 anos de idade.

“Existem alguns fatores de risco. Pessoas de origem afrodescendente, com miopia ou com familiares que tenham a doença têm mais risco de desenvolvê-la, mas o grande fator de risco é a idade. Passou dos 40 anos, há mais chance”, afirma Castro.

Segundo o médico, o glaucoma também pode ser causado por fatores secundários como complicações associadas ao diabetes, acidentes e trauma ocular.

Quais são os sintomas da doença?

O glaucoma pode ser uma doença silenciosa, que se desenvolve durante meses ou anos sem apresentar sinais.

“Como o glaucoma, na maioria de suas formas, não apresenta sintomas em estágios iniciais, pois a perda de visão se instala preferencialmente na periferia do campo visual e, geralmente, as pessoas somente procuram tratamento quando já há perda de visão. Isso pode significar que o número de pessoas com glaucoma é muito maior do que aqueles já com perda de visão estabelecida”, diz Roberto Pedrosa Galvão Filho, diretor médico do Instituto de Olhos do Recife e presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG).

De acordo com a SBG, 80% dos casos não apresentam sintomas no início da doença. Na ausência do tratamento, o paciente começa a perder a visão periférica. Quando o indivíduo olha para a frente, enxerga nitidamente os objetos que estão distantes, porém, não vê o que está nas laterais. Nos estágios mais avançados, a visão central também é atingida e o glaucoma pode evoluir para a cegueira.

Quando os sintomas surgem, as pessoas começam a esbarrar nas coisas como um sinal da perda da visão periférica.

CNN

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisa

Pesquisar

Acesso restristo

Área Restrita

Seja membro

Filie-se

Categoria