De acordo com o boletim InfoGripe, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraíba apresentam as maiores altas de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG)
Segundo a Fiocruz, 15 das 27 unidades federativas apresentam crescimento na tendência nos casos de longo prazoBreno Esaki/Agência Saúde DF
Um boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (23), mostra que estados de todas as regiões brasileiras registraram aumento de casos de Covid-19 no início de novembro, frente ao mês anterior. Atualmente, a doença representa mais de 61% de todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil.
Segundo o boletim, 15 das 27 unidades federativas apresentam crescimento na tendência nos casos de longo prazo, nas últimas seis semanas: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
Na maioria dos estados, o aumento está presente na população adulta e nas faixas etárias acima de 60 anos.
e acordo com o InfoGripe, os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraíba foram os destaques negativos, com as maiores altas de SRAG. Nestas regiões, os contágios por Covid-19 crescem desde o início de outubro.
O pesquisador da Fiocruz e responsável pela pesquisa, Marcelo Gomes, voltou a defender a importância de medidas de proteção.
“Para diminuir a transmissão do vírus, é extremamente importante que a população retome o uso de máscaras adequadas em situações de maior exposição, como transporte público, locais fechados ou mal ventilados, aglomerações e nas unidades de saúde. Além disso, estar com a vacinação em dia é fundamental para diminuir o risco de agravamento da doença”, reforça o coordenador do InfoGripe.
Vacinas bivalentes aprovadas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade nesta terça-feira (22) o uso emergencial de duas vacinas bivalentes da Pfizer contra a Covid-19.
São dois imunizantes atualizados que contemplam sublinhagens da variante Ômicron do coronavírus e devem ser utilizados como doses de reforço contra a doença:
- Bivalente BA1 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA1.
- Bivalente BA4/BA5 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA4/BA5.
A decisão foi tomada em votação da Diretoria Colegiada da Anvisa em reunião extraordinária realizada no período da noite. Para a avaliação, o órgão contou com a colaboração de sociedades médicas.
Na noite de terça-feira, a Pfizer divulgou uma nota em que afirma que as vacinas atualizadas devem ser entregues ao Brasil nas próximas semanas.
A CNN consultou o Ministério da Saúde sobre prazos para a chegada das vacinas bivalentes ao país e disponibilização nos postos de saúde. Em nota, o ministério afirmou que “vai solicitar ao laboratório o cronograma de envio dos lotes com os novos imunizantes, tendo em vista que o atual contrato da pasta com os fornecedores contempla a entrega de vacinas com cepas atualizadas”.
(Com informações de Lucas Rocha)
CNN Brasil
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