“É necessário que em um momento de céleres transformações no mundo do trabalho, intensificadas no último período, os custos da necessária efetivação da atuação do Estado brasileiro, especialmente no PJU, não sejam transferidos para as costas dos servidores públicos, pois com a reforma previdenciária e a reforma trabalhista, entre outras, já tivemos a incidência do aumento dos custos na reprodução social da vida. A escolha errática do poder político, que não se faz sem acordos, do modelo econômico para o país, empobrece a maioria da população, da qual fazemos parte“.
Foi o que disse hoje (25), por ocasião do Dia Nacional do Oficial de Justiça, a Oficial de Justiça Avaliadora Federal Juscileide Rondon, diretora do SINDIJUFE-MT e coordenadora da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe).
Se nos anos anteriores já lutava contra a defasagem da Indenização de Transportes dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (OJAF’s), antiga bandeira de luta do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Estado de Mato Grosso (Sindijufe-MT) e dos demais Sindicatos e entidades representativas do Judiciário Federal, no cenário atual a questão é muito mais grave, pois a alta dos combustíveis dificultou ainda mais a situação desses servidores, que utilizam os próprios veículos para o desempenho de suas funções.
A Indenização de Transporte segue congelada, e por outro lado os combustíveis têm subido muito além da inflação. Desde 2005, a gasolina aumentou 193,99% e o álcool, 237,40%. Para recuperar o valor perdido nesse período, conforme o economista Washington Moura Lima, de São Paulo, a IT precisaria ultrapassar os R$ 3.900.
O SINDIJUFE-MT reforça a cobrança aos órgãos superiores do Judiciário pelo reajuste da IT, destacando que os oficiais de justiça desempenham atividade imprescindível para a prestação jurisdicional, sendo essenciais para o andamento processual, encarregados de ir a campo cumprir mandados judiciais.
Luiz Perlato/SINDIJUFE-MT