Na tarde deste sábado (30) será eleita a nova diretoria da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), e as mulheres da Categoria pedem espaço para uma representação de forma equânime.
“Nos processos de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras, as mulheres têm participado lado a lado com os homens, historicamente, em pé de igualdade. Chegada a hora das mulheres ocuparem espaços de poder isso não ocorre. Trata-se de uma necessidade a concretização da paridade nos espaços de decisão, para que tenhamos o diálogo e a concretização das ações necessárias à construção de uma sociedade mais justa, igualitária, fraterna e que não naturalize as violências no convívio social contra as mulheres”.
A fala acima é da diretora do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Estado de Mato Grosso (Sindijufe-MT) e dirigente da Fenajufe Juscileide Rondon. Segundo ela, a busca da paridade é tarefa das mulheres e dos homens solidários. “O exercício de desconstrução das masculinidades tóxicas permitirá o avanço das pautas importantes para nós mulheres. Abram o caminho. Queremos dar passos adiante!”.
Para a diretora do Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal de Mato Grosso do Sul (Sindjufe-MS) Zeneide Alencar, as mulheres precisam exercer esse direito e participar efetivamente das ações não só na composição das chapas. Queremos assento paritário na direção da Fenajufe, pois essa representatividade será um ganho muito grande não apenas para nós mulheres, mas para a toda a nossa Categoria”, pontuou.
Nas palavras da diretora do Sindijufe-MT Marcia Regina Polidório, a paridade de gênero é um passo natural de como as coisas realmente têm de ser. “É uma necessidade em qualquer órgão. Tem que haver representatividade de forma equânime”, defende ela, destacando que não se trata de empodeiramento no sentido lato, mas simplesmente de ocupar espaços em pé de igualdade. “Caminhamos, cada vez mais, para a conscientização das pessoas sobre a necessidade desse tratamento isonômico. A mulher precisa se colocar nesse papel, e já provamos a nossa capacidade. A gente pode estar onde quiser, inclusive na direção da Fenajufe, e essa igualdade entre homens e mulheres é um reflexo das lutas da nossa Categoria”.
Já a diretora do Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal de São Paulo (Sintrajud) Raquel Morel Gonzaga assinala que o debate sobre as opressões precisa ser fortalecido no movimento sindical porque elas permeiam toda a sociedade e penalizam a classe trabalhadora. “São várias formas de opressões contra as mulheres, a exemplo do machismo, do racismo contra os negros e também da LGBTfobia. Todas essas formas de opressão.
Sobre a questão da paridade, Raquel salienta que uma maior participação da mulher seria um grande avanço. “A mulher está no mercado de trabalho mas precisa de maior participação no meio sindical. Muitas vezes elas têm salários menores e acumulam as questões de casa com dupla jornada de trabalho na família. Tudo isso faz com que as mulheres muitas vezes não consigam participar das discussões políticas e das lutas sindicais. É importante trazer essa questão para o debate, pois com uma maior participação das mulheres nas represenatividades sindicais certamente haverá maiores condições de se estabelecer políticas contra a opressão”.
Luiz Perlato – SINDIJUFE/MT